domingo, 15 de julho de 2018

Sul Informação
   O jornal online Sul Informação, dirigido pela ilustre jornalista Elisabete Rodrigues, inaugurou anteontem, 6ª feira dia 13 de Julho. o seu novo site, com um grafismo mais atraente  e novas funcionalidades, que tornam mais fácil e mais aliciante a sua leitura e a procura das notícias que mais possam interessar a cada leitor.
      A apresentação do novo visual e novos conteúdos foi feita na redacção do jornal, no Campus de Gambelas, na zona do CRIA, ninho de empresas criado na Universidade.
       Com grande participação de autoridades, académicos e outras  pessoas interessadas na existência e no progresso do Sul Informação, a apresentação foi expedita e interessante, seguindo-se -lhe um agradável momento de convívio com um põr-do-sol de vinhos algarvios e petiscos regionais - mesmo a calhar !!
Parabéns à Elisabete, e aos seus tres outros colegas jornalistas que animam a Redacção do jornal, e bem assim a todos os fotógrafos  e outros colaboradores, com os nosso votos de que  o  vento sopre de  feição e o Sul Informação vá por esses anos fora!! 
  Também lá tenho deixado algumas coisitas escritas que a Elisabete faz o favor de ir publicando. Continuarei!!
O Prof. Manuel Gomes Guerreiro homenageado pela
Tertúlia Farense  em Querença
12 de Julho de 2018
    A pequena aldeia de Querença tem dado ao Algarve e ao País grandes personalidades na Cultura e na Ciência. Destacam-se o Prof. Manuel Viegas Guerreiro, Mestre antropólogo e  autoridade em literatura popular, e de cuja  herança resultou a Fundação com o seu nome, e o Prof. Manuel Gomes Guerreiro, silvicultor, ecologista, grande académico, ligado à instituição de várias Universidades, desde Moçambique, Angola, Nova de Lisboa,Évora, Algarve e Internacional em Lisboa.
  Foi Secretário de Estado do Ambiente no 1º Governo Constitucional, em 1976, e deixou uma valiosa obra escrita e uma aura de Mestre no ensino universitário.
      A Tertúlia Farense, (TF) que há mais de onze anos reúne todos os meses excepto em Agosto, umas dezenas largas de participantes à volta de um bom jantar regional e de assuntos da Cultura e da Ciência, resolveu homenagear o Prof. Gomes Guerreiro na sua terra, Querença, reunindo-se pela primeira vez fora do Concelho de Faro.
        A sessão da TF teve início `às 20 h do dia 12 de Julho, na sede da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, tendo os cerca de 60 participantes sido recebidos no seu auditório pelos Corpos Gerentes -  Presidente Engº Gabriel Gonçalves, Vice Presidentes Idalio Revez e dr. José Maria Guerreiro. Esteve presente o dr. Vitor Aleixo, Presidente da Câmara Municipal de Loulé e a drª Dália  Paulo, dirigente do mesmo Município e habitual participante dasTertúlia.
   Foi apresentado sumariamente o projecto do Percurso Eco-botânico Manuel Gomes Guerreiro, a construir nos terrenos da FMVG, e da autoria dos arqºs paisagistas Fernando Pessoa, João Marum e João Rodrigues. Trata-se de um jardim botânico in tsiu que reúne as plantas autóctones do barrocal e da serra, e um percurso que depois se continua pelas encostas ainda cobertas de vegetação natural.
            No habitual jantar da TF, que se seguiu , e teve lugar na Tasquinha do Lagar, no momento da palestra falou o arqº paisagista Fernando Pessoa sobre a personalidade do Prof. Gomes Guerreiro, a que se seguiu um comentário oportuníssimo do dr. Álvaro Café sobre o homenageado. 
           O Presidente da FMVG elencou os principais projectos que a Fundação vai levar a efeito, e que já referira antes na sessão do auditório, entre eles o Festival Literário no próximo mês de Agosto.
          

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Liberdade e Biodiversidade -2-( continuação)

´     A vida no Planeta rege~se  por ciclos de trocas de energia e de matéria, organizados em sistemas eco-biológicos - os ecossistemas - que têm os seus clímaces e os seus pontos de menor vitalidade.              Quanto maior e mais complexa for a diversidade biológica e genética, também maior é a garantia da perenidade da Vida.
   A biodiversidade permite naturalmente que as espécies se organizem, se estruturem e se enfrentem nas escolhas que a Natureza faz por si mesma, na procura de equilíbrios dinâmicos próprios dos sistemas vivos. A redução do número de espécies e da sua capacidade de trocas é um sinal do estado de menor equilíbrio climácico - ou seja, de menor garantia da perenidade da Vida.
         Os ecossistemas de substituição criados pelos homens para tirarem melhor partido dos recursos naturais de que dependem, são tanto mais sustentáveis  ou perenes quanto maior for a diversidade que potenciam e, por isso, mais se aproximem do funcionamento dos ecossistemas naturais que eles vieram substituir.
            O homem e as suas comunidades estabelecidas e organizadas primeiro como tribos ou clãs, depois a pouco e pouco como povos, são tanto mais independentes e próximos da sua realização como seres e comunidades, quanto mais dispuserem de diversidade biológica e genética, as quais não só o sustentam no presente como garantem a continuidade no futuro. Daí que as agriculturas de policultura tenham sido sempre situações de vantagem para a Vida, face às monoculturas.
   Desde há muito que se conhecem as consequências  das monoculturas na vida dos territórios, em especial quando as características edafo-climáticas são precárias, seja à escala continental casos como a degradação provocada pela cultura do algodão sobre o Sahael ou sobre as bacias do Mar de Aral, seja á nossa escala a monocultura cerealífera ou mais tarde do eucalipto ( de que a Serra d'Ossa é um exemplo trágico).
    A Biodiversidade é fundamental para a própria sobrevivência do ser humano na Terra.
      Ao longo da História da Terra a Vida foi drasticamente alterada algumas vezes por razões naturais, sejam movimentações tectónicas sejam modificações climáticas profundas alterando completamente os sistemas e os ciclos geo-bioquímicos. Muitas situações de convulsão entre povos, com vagas maciças  deslocando-se através dos continentes, ficaram a dever-se a alterações climáticas profundas e a acidentes geológicos arrasadores.  Porém hoje  assistimos a uma terrível diminuição da biodiversidade, a envenenamento de solos e oceanos, e a alterações climáticas silenciosas mas persistentes - tudo provocado por acção humana.
    Nas últimas décadas desapareceram muitas centenas de espécies de seres vivos existentes na Natureza, e por outro lado as grandes multinacionais dos sectores agro-alimentares e agro-químicos controlam cada vez mais o fornecimento de sementes seleccionadas e de variedades transgénicas, reduzindo o mercado a uma meia dúzia de cultivares de cereais, de hortícolas e de fruteiras - e controlam cada vez mais os Governos nacionais e as organizações internacionais como a UE.

      As centenas de cultivares e de variedades locais das culturas tradicionais de todos os países do mundo vão desaparecendo , reduzindo fortemente a biodiversidade e as reservas genéticas de alimentos ao dispor da Humanidade. A Natureza vai tendo cada vez menos liberdade de se organizar como exigem as leis da sobrevivência dos seres vivos e dos seus ciclos - e nós vamos ter cada vez menos liberdade de escolha daquilo que achamos que melhor nos serve e do que achamos melhor para a Humanidade,.
      Dai que a perda ou a limitação da Biodiversidade acompanhe a crescente limitação da nossa Liberdade, um pouco por todos os continentes e países. .Temos que lutar pela supremacia destes dois conceitos afinal tão interligados : a Liberdade e a Biodiversidade





quinta-feira, 12 de julho de 2018

Liberdade e Biodiversidade
   
       Num primeiro relance estas duas palavras parece não terem  nada em comum, mas os conceitos que elas encerram são, para mim, dois dos conceitos mais importantes , são mesmo fundamentais, para a Humanidade, sobretudo no tempo presente.
       A liberdade é desde a remota Antiguidade considerada  como o sentimento mais intrinsecamente ligado à natureza humana. E já mais perto do nosso tempo Spinosa proclamou no séc- XVII, quando não era fácil dizê~lo,  que a liberdade é inalienável, a liberdade inata, natural, que é intrínseca ao ser humano e antecede  a liberdade que nos é outorgada pelas leis que nos governam.
    Porque no seu estado natural o homem não tinha ainda consciência do meu, do teu, do justo ou menos justo para além da satisfação das exigências fisiológicas individuais ou do grupo familiar; o homem era sereno e livre como qualquer outro animal superior.
      Foi pela compreensão de que a sua segurança estava melhor salvaguardada se reunisse os seus entes mais próximos em estruturas gregárias, que o homem fez nascer as relações sociais e as leis que as regem, dando início ao domínio da Razão sobre a Natureza.
Liberdade significa, antes de tudo o mais, poder escolher - mas deixou se ser um direito absoluto porque em sociedade a liberdade de cada um não pode ir contra ou prejudicar a liberdade dos outros. Dispomos porém da liberdade matricial que nos dignifica enquanto homens livres, condição em crise no mundo de hoje - quando se poderia supor que estaria afastado o fantasma do autoritarismo.
Neste contexto, escolher o que se gosta, o que se quer, como quer emitir a sua opinião, como definir as suas prioridades, como quer e quando reunir~se com outros seres humanos . é apanágio da liberdade, é apanágio do homem livre !
(continua)






terça-feira, 10 de julho de 2018

As crianças salvas da gruta 
da Tailândia
Aconteceu o facto memorável : foram resgatados os 12 rapazes e o professor que tinham sido surpreendidos pelas chuvas e  estavam presos na gruta da Tailândia há vários dias.
Apetece filosofar sobre o sucedido, mas vão ser tantos os "considerandos" que os órgãos de comunicação social nos vão servir nos próximos dias, que por mim me abstenho. Excepto para falar num aspecto, e não sei se a comunicação social falará disso : foi notável a forma como as autoridades tailandesas geriram em termos de segredo dos acontecimentos - e aqui é que eu quero admitir que por cá não creio que isso fosse possível dados os constantes exemplos de fugas a segredos de justiça que movimentam ás vezes apenas meia duzia de pessoas E mesmo assim saiem cá para fora "caixas" em escandalosa fuga de informação de alguém responsável por manter o tal segredo.
Aqui certamente os importantes órgãos internacionais de comunicação social devem ter tentado obter qualquer fuga das dezenas de intervenientes no processo de salvamento, mas nada transpirou do que se passava senão aquilo que as autoridades queriam que fosse sendo libertado. É um exemplo que deve ser posto em realce.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

O drama das crianças numa gruta
da Tailândia
e um Requiem
Não deixa de ser impressionante o movimento de solidariedade que se gerou em todo o Mundo à volta dos 12 rapazinhos e do seu professor presos numa gruta da Tailândia  e de onde a muito custo estão agora a ser salvos.
A resiliência das crianças vem uma vez mais ao de cima e a sua capacidade de sorrir mesmo no maior infortúnio.  Os mergulhadores que estão a operar naquelas condições são outro exemplo, agora da solidariedade de voluntários que arriscam as próprias vidas - um já faleceu - para salvar as crianças.   O ser humano no seu melhor.
Uma nota porém merece ser realçada : é uma situação em que se não mistura a política, é a Humanidade a tratar de si mesma e só pelos seus sentimentos  inatos.
Aqui bem mais perto de nós - e só para falar neste caso - na Síria, milhares de crianças sofrem atrozmente há anos, morrem como se fossem objectos sem sentido, são queimadas, gaseadas, estropiadas - e nada se faz para as salvar. Já quase nem são notícia. Porquê ? Porque são vítimas da política dos interesses, da política das estratégias territoriais de domínio.
"Importantes" negociadores há anos e anos, dias a  fio, que se sentam à volta de mesas de conversações, e nem se lembram que a garrafita de água que têm à frente seria uma bênção para milhares de crianças que não têm água para beber. E voltam na vez seguinte, e na vez seguinte, e depois e depois,  mas problemas transcendentais de estratégia, numa terra que até nem tem petróleo mas tem o azar de ficar naquela latitude e longitude,  problemas POLÍTICOS,  justificam que continue a carnificina,
E só retoricamente nos referimos àquelas crianças.
Oxalá as crianças presas na gruta da Tailândia saiam sãs e salvas e os seus salvadores sejam louvados mundialmente, Mas que no fim haja pelo menos uma prece - pelos budistas, cristãos,muçulmanos, judeus e outras crenças que tais - pelas crianças que não são salvas na Síria, no Afeganistão, no Iraque, no Iémen e por aí fora, já que além de uma prece não vão receber mais nada , de certeza. 
Talvez alguém venha a compor um Requiem pela Humanidade ...






quinta-feira, 5 de julho de 2018

 A espuma dos dias

1 - Fernando Pessoa 
 Estão a comemorar-se este ano, desde 13 de Junho, os 130 anos do nascimento de Fernando Pessoa.  Claro que todos os anos se comemora o seu nascimento ( como o de qualquer outra pessoa...) mas uma "data redonda" como esta  merece, para mim, maior destaque. Poucos portugueses levaram tão longe o seu pensamento sobre a vida, a nossa existência, os anseios profundos da alma humana, sobre os valores da nossa cultura  -  de tal forma que é considerado um dos  maiores poetas e pensador europeus do século XX.  O facto de o terem colocado na moda e no "chic" da intelectualidade portuguesa, não afecta a sua fantástica personalidade - e a sua poesia como o seu "desassossego" são daquelas leituras que eu faço mais frequentemente.

2 - Professor Manuel Gomes Guerreiro
Em 2019 comemora-se o centenário do nascimento deste grande Mestre de quem tive o privilégio de ser amigo e de com ele conviver com muita frequência, nomeadamente depois de estar reformado e em que as nossas conversas versavam as acesas críticas que a situação dos recursos naturais e da Conservação da Natureza já nessa altura suscitavam - imagine-se se ele fosse hoje vivo o que não diria perante o descalabro daquelas matéria e das políticas que as gerem...

3 -  As Áreas Protegidas (APs)
As Áreas Protegidas estão num caos total. Aqui pela Ria Formosa confrange a inoperância do Parque Natural, que é como se não existisse. 
No "Expresso" Luisa Schmidt  escreveu sobre a situação lamentável do Parque Natural do Sudoeste Alentejano.
Em Bragança tive ocasião de ouvir a antigos funcionários o estado caótico em que funciona o Parque Natural de Montesinho, que era uma jóia no panorama das APs portuguesas. E por aí fora,  as notícias são todas do mesmo tom em todas as APs. Ao que isto chegou !! E perante esta situação há um silêncio absoluto do Ministro, dos Secretários de Estado, estão todos borrifando-se para o que acontece... e se as APs passarem para as florestas , ainda melhor, como sempre quis a direita mais conservadora e como querem os interesses especulativos e a expansão das matas industriais para celulose...Tudo junto !! Mas silêncio também dos Partidos de esquerda, BE, PCP e Verdes ( verde desmaiado...) tal como das ONGs que em ouros tempos barafustavam. Agora nem LPN, nem Quercus nem Zero, nada nem ninguém protesta contra o  abandono e desleixo em que se encontram as APs.
4 - Santana Lopes
No meio de tantos assuntos importantes, abordo agora uma bagatela, um não assunto : Santana Lopes está farto do PSD , diz que vai abandonar a vida política mas também deixa a "ameaça" de formar um novo partido. Mais incongruências não é possível juntar na mesma pessoa em tão pouco tempo!!  Como dirá uma "tia" de cascais, " é  um querido !!"
Mas uso este caso para ilustrar uma situação infelizmente muito comum - a incapacidade de um sujeito como o "Pedro" para reconhecer aquilo que se costuma designar por Princípio de Peter. Um "rapaz" da boémia lisboeta, pândego, de quem nunca se ouviu uma ideia política construída com princípio, meio e fim, levou uma vida inteira a querer ser tudo e a não conseguir ser nada, um perdedor nato !! Mas em vez de aprender e meter a viola no saco, para gáudio dos "mentideros" lisboetas  continua a andar por  aí a mandar uma bocas, a fingir que é um grande senhor da política. Paciência , hen ?