quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A genialidade e a  insanidade do ser humano
O ser humano tem duas categorias comportamentais desde que é Homo sapiens sapiens : a genialidade e a insanidade. São categorias tanto individuais como colectivas, passam os séculos e os milénios e essas características mantêm-se. Desde a descoberta do  aproveitamento do fogo até às fogueiras da Inquisição: da genialidade das arquitecturas e das engenharias - a torre de Babel era o zigurate de Babilónia, até à destruição das suas ruínas pelos americanos durante a guerra do Iraque ...para fazerem um pista de helicópteros; da forma de colher e reproduzir sementes e plantas para cultivar e alimentar-se - há mais de 6000 anos que se produz azeite no Próximo Oriente até aos olivais intensivos a sorverem a baixa produtividade do Alentejo, quais novos eucaliptais sempre "cientificamente" apoiados; de aprender colectivamente a utilizar a Natureza sem a destruir - terraceando as encostas desde os mais remotos Himalaias até às Américas; da velha sabedoria de sistematização inteligente e eficiente das linhas  de água até à incapicidade de saber conter as cheias do ...Mondego; de saber olhar e entender os astros, de aproveitar as energias, de estudar o corpo humano e  providenciar remédios para  o manter saudável - desde os médicos gregos e romanos até à Academia de Medicina de Lhasa onde  há documentos de tratamentos e análises de fluidos corporais, ainda hoje válidos, datados do século IX;  desde exprimir sentimentos pelas artes e compor maravilhosas composições visuais ou auditivas  - há 7000 anos aC povos do Tassili N'Ager  que choravam por ver o seu gado a morrer de fome e de sede com o avanço do deserto, souberam gravar na pedra vacas com lágrimas nos olhos...  
E por aí fora, século após século, milénio após milénio.
Na época em que Einstein estudava e proclamava a teoria da  relatividade e fazia avançar a Humanidade na senda da Física, essa mesma ciência era usada para produzir a bomba atómica e  a energia nuclear dita "pacífica"que hoje é símbolo de conflitos insanáveis e de riscos de suicídio colectivo;  quando  a Europa se posicionava como o continente da civilização e exportava as ideias de democracia e dos grandes saltos da evolução nas Artes, na Alemanha - um dos países europeus mais "civilizados" - os nazis produziram o maior crime que o Ocidente já conhecera, premeditado e executado com frieza só imaginável  numa sociedade robotizada  da ficção científica.
Com este repassar de situações e factos  da Humanidade, contados em grandes saltos  no Tempo, entre genialidade e estupidez,  chegámos a este século XXI : na mesma altura em que genialmente os homens descobrem novos planetas potencialmente habitáveis que um dia poderão vir a ser atingidos, um louco extremista, à frente da maior potência da Terra, decide por motivos mesquinhos e insanos, atacar lideres de outro país igualmente governado por insanos  e extremistas e potenciar maiores horrores para a Humanidade.
E tal como os alemães pariram os nazis e apoiaram, quase até ao fim, maioritariamente, aquela insanidade doentia, os americanos escolhem um louco extremista e apoiam-no também maioritariamente,e os iranianos - os descendentes dos magníficos persas -. esquecem os seus 3000 anos de Cultura e submetem-se a um   regime de padres  extremistas .Que Humanidade é esta?



  


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