segunda-feira, 24 de agosto de 2020

Assim vai  este "jardim à beira mar" e o Mundo...
Carta ao Director do Público- Acordo Ortográfico
O Acordo Ortográfico teimosamente em vigor por incompetência ou laxismo dos Poderes políticos, incluindo o Parlamento que aprovou, quero crer, sem que a maioria dos deputados se tivesse apercebido do desastre que era,   continua a ser  um dos maiores atentados perpetrados contra um património nacional sem valor de mercado, tal é o seu valor identitário. Que em 1945  o regime de então tivesse revisto e imposto  a ortografia, não causa espanto - agora em democracia fazer-se um tal atropelo é inadmissível - apesar de tudo essa alteração salazarista não mexeu na etimologia da maioria das palavras; aboliu o ph para substituir pelo f, a mim não me dava qualquer transtorno, como não  dá aos franceses ou aos ingleses, escrever phísica ou pharmácia - mas pouco mais alterou de muito relevante em termos da origem das palavras .
Escrevi no passado dia 18 deste mês uma carta ao Director do  Público, como faço de vez em quando, mas também desta vez, até hoje,  não viu a luz do dia. Aqui vai :
"Entre  tantos casos palpitantes que animam a silly season, há um assunto gravíssimo para a nossa identidade como nação, que é a do Acordo Ortográfico estupidificante, que não podemos deixar cair no esquecimento. À juventude estão a ensinar um arremedo da nossa  língua. Em Maio passado José Pacheco Pereira publicou mais uma catilinária num excelente artigo saído neste jornal. E contra o "acordês" ele propõe aquilo que todos os portugueses que amam a sua língua  deviam prosseguir : angarie-se dinheiro para publicidade. coloquem-se outdoors nas ruas. convoquem escritores, artistas. cientistas, que escrevam uma frase em defesa da nossa língua, crie-se uma associação  de cidadãos, etc. 
É preciso acordar a vontade adormecida dos portugueses para a defesa da sua língua, que é um património vivo e não a língua morta do acordês sem respeito pela etimologia, a mãe da nossa língua!! ".

A falta de água-
A opinião  pública continua aparentemente pouco preocupada com a falta de água a curto prazo, talvez esperando que aquela medida da ex Ministra do CDS de rezar a Nª Srª baste - ou então umas danças da chuva a ensaiar rapidamente se a crise se aprofundar... 
Pelo actual e eficiente Ministro do Ambiente sabemos que está tudo controlado, não dizem é como para o pessoal ter uma grande surpresa. Aqui no Algarve estaremos cá para ver e sofrer se em Setembro e Outubro não vier chuva abundante; e continuam a ser regados  os campos de golfe e as cada vez maiores plantações de abacates, como se  os citrinos tradicionais já não consumissem água bastante.
E ainda há que  exija mais uma barragem -  deve ser para ver se a água da chuva que não cai nas barragens que existem venha a cair numa barragem nova...
Campanhas para ensinar a economia da água, nada; campanhas de educação ambiental, nada; estações de dessalinização da água do mar, nada.  Na verdade temos todos que rezar aos deuses para nos darem água e, sobretudo, para nos darem governantes capazes, eficientes e - competentes !!


O KPG apenas mudou de nome- 
A Santa Mãe Russa  nunca se deu com a democracia. a não ser com a tal democracia popular de "excelente memória" para alguns, ainda hoje; os efeitos da Revolução Francesa não conseguiram atingir as estepes e o autoritarismo convence a  maioria da população, mesmo assim não dispensando os novos csars de usarem os métodos que Estaline apurou tão"delicadamente".  E por isso eleições sabotadas, com a capa da maior transparência ( embora  muito turva) continuam a dar excelentes resultados ao actual csar.
Extinto o antigo KGB, de que Putin foi um alto dirigente, aquela magnífica organização ( de que a nossa PIDE era uma sombra pálida) apenas deve ter mudado de nome porque as técnicas "subtis" aplicadas aos opositores mais notáveis são as mesma
Os envenenamentos altamente sofisticados e as doenças "naturais" estimuladas, têm sido aplicadas desde sempre contra os indesejados oposicionistas. O maior opositor actual de Putin, Navalni, que o diga- se ele voltar a falar...











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