quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

2019
       Mais um ano nas nossas vidas, nas vidas daqueles que estão vivos e na nossa  memória dos que já partiram.
         Este ano comemoram-se coisas notáveis e para já lembro-me de duas : em Junho passam 50 anos sobre a primeira vez que um homem desceu na Lua; mas no mesmo dia também se devia comemorar em Portugal o que quase todos ignoram - o primeiro transplante de órgão executado no nosso País, por um grande cirurgião o Prof. Alexandre Linhares Furtado, de quem tenho a honra de ser amigo há muitas décadas.

        Acabámos o ano 2018 com terríveis situações em todo o Mundo, desgraças que afectam milhões de seres humanos para quem nunca há um Ano Novo, pois todos os anos são anos velhos, terríveis, de sofrimento, de desesperança ; milhares e milhares de crianças que nunca chegam a ser crianças, porque perdem a inocência mal despontam para o conhecimento da vida, porque as que sobrevivem à fome e aos ataques odiosos dos grupos armados ou dos próprios Governos  que os deviam proteger apenas têm pela frente mais fome, mais sofrimento, mais ignorância que nem lhes dá certamente para se interrogarem porque é que vieram a este mundo !!
          A hipocrisia dos Governantes raia índices de barbárie, que revelam que o homem tem evoluído materialmente mas nada mudou no seu âmago espiritual - continuamos a ser animais em competição, já não usamos as nossas mãos e as armas  que temos connosco, mas accionamos botões que provocam  destruição e morte - numa escala nunca antes imaginável. A hipocrisia campeia, a desvergonha, a corrupção, a especulação, tudo quanto é mau e perverso, são os novos títulos de cidadania e de Poder.
            Pela Europa e pelo Mundo vai uma explosão de focos de proto-fascismo, implantam-se governos de xenófobos, de demagogos, de usurpadores da liberdade, de falsos arautos da liberdade que dela se servem para a destruir - em nome do povo, em nome da ordem, em nome de tudo quanto a humanidade já devia ter aprendido que só trás repressão e asfixia da vontades de cada um.  "Não, só quero a liberdade ! Amor, glória, dinheiro são prisões. Bonitas salas? Bons estofos? Tapetes moles? Ah! mas deixem-me sair para ir ter comigo. Quero respirar sozinho. ...Não quero! Dêem-me a liberdade! Quero ser igual a mim mesmo! Não me capem com ideais! Não me vistam as camisas-de-forças das maneiras! Não me façam elogiável ou intelegível! Não me matem em vida !- gritava Álvaro de Campos. E eu com ele !!




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