quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Eu nunca fui desordeiro, não aceito que em democracia se façam desordens e actos de vandalismo; mas os levantamentos populares agora na ordem do dia, para lá de actos de excessos que visam   apenas causar provocações à policia ( sendo quer esta habitualmente  abusa de força excessiva, está-lhe na massa do sangue...) são um sinal positivo.

São sinal de que a democracia renasce sempre que se seguem períodos de atropelamento da vontade popular. E neste Governos ocidentais a direita tem vindo a reforçar atitudes que falam de menos liberdade, aliás   o que o cabeça de palha americano tem andad a propalar e serve de incitamento. Gostei de voltar a ver as assembleias populares realizadas nos locais onde a polícia tem vindo a intervir,  e onde se dicidiu o que a maioria  propõe.

Este problema da habitação é gritante, arrasta-se há décadas sem que qualquer Governo tenha feito o que devia;  António Costa foi um  dos responsáveis pelas politicas sem eira nem beira, ele pode ser um grande político porque tem manha e jeito  para isso, como está a mostrar no Conselho Europeu, mas foi e é um mau governante. Enquanto esteve dependente da geringonça nadfa fez, e quando teve a amioria absoluta foi um desastre.

O Estado tem que ter mão um número grande de habitações publicas para os  mais desfavorecidos; mas também a classe média   masi baixa precisa de programas que lhes permita ter uma habitação condigna, e aqui é o Estado que deve dar meios aos proprietários.

Eu posso ser acusado de situacionista do Estado Novo, o que não +e verdade para que me conhece,. mas existiu nessa altura um programa para a baixa classe média que foi muito eficiente, e de que neu emmso usifrui. Era um programa de renda limitada, os proprietários que entrassem nesse programa tinham grandes benefícios fiscais,

Era a renda de 1.110 escudos; eu acabara de me licenciar, era engº de 3ª classe com um pequeno salário, e aquele valor da renda para um casal jovem permitia perfeitamente ter uma vida equilibrada.

Porque não haver agora um programa semelhante? Serão precisas medidas revolucionárias ?

Ora em Berli, onde as esquerdas ganharam as eleições, propõem-se agora, sobretudo na parte leste que esteve sob domínio da RDA, expropriar 200.000 mil casas de grupos financeiros de investimentos que as compraram, a seguir à queda do muro, por preços muito baixos, deixando a esses grupos continuarem na posse de uns milhares de  habitações para os seus negócios.

É uma medida perfeitamente razoável que vai dar  possibilidsade ao Estado de oferecer casa de renda limitada a camadas mais desfavorecidas.






segunda-feira, 19 de outubro de 2026

 Não deixa de ser animador este movimento popular de massas a erguerem-se contra o custo de vida e as diversas falhas do sistema; a França continua a liderar estes movimentos, com um ferocidade que já é habitual desde a revolução que instalou o Estado Moderno, semeada de terror e exageros de vários sectores. É assim por lá. 

Mas estes movimentos estão a manifestar-se em Espanha, na Bélgica e...em Portugual. Claro que a primeira reacção dos Governos é atirar com a polícia para cima das pessoas que, salvo uns tantos desordeiros profissionais que entram em todas as manifestações para provocarem o caos, a grande maioria dos participantes é pacífica e apenas reivindica a mudança do que hoje aflige tantos milhares de cidadãos.

Estes movimentos de massas dão, para mim, uma razão para acreditar que  as extremas direitas, os proto-fascimos, não passarão.

Temos na nossa sociedade portuguesa, hoje, alguns sinais contraditórios, que resultam de um desiquilibrio entre as classes sociais e uma enorme falta de fomação e educação social.

Nunca houve tanto automóvel em todas as cidades e vilas, é um esbanjar de dinheiro na compra de carros através de uma publicidade enganosa e viciante; para ir a um restaurante é preciso reservar mesa, mesmo em tascas baratas, porque muitas pessoas nem sabem nem querem cozinhar em casa e nem que comam, uma só vez por dia, uma refeição completa, preferem isso - e depois acabam o dia a comer umas sanduiches e uns sumos cheios de açúcar  e aditivos - que são sempre os mais saborosos!... Vamos a um quiosque comprar o jornal, e as pessoas fazem bicha para comprar raspadinhas, gastam-se rios de dinheiro para tentar obter una magros euros de vez em quando - e são pessoas de aparência pobre e idosos quem eu vejo a ter esse comportamento.

Há milhares de famílias que trabalham e não ganham o suificiente para sustentar todos em nivel minimamente  decente.

O custo de vida não pára de aumentar e tudo piorou com as guerras provocadas pelos cabeça de cenoura ( agora já não é cor de cenoura, é cor de palha); o descalabro nos preços dos combustíveis começou com as guerras que o Trump e o odioso israelita, associados, desenvolvem; e vêm, com o descaramenrto, acusar o Zelesnky de estar a aumentar o preço do petróleo por estar a dar cabo das refinarias do sócio do Trump, o outro energumeno  russo. Se Putin continuar a oferecer fuel ou petróleo barato a Trump este não hesita em se virar directamente contra a Ucrânia, para onde já está a mandar recados :  que devem mudar de Presidente, que este não presta - bom será aquele que fizer a paz com a Rússia - a paz é ceder e deixar-se ocupar, é esse o significado dos que pedem o fim do envio de armas para Ucrânia,  é que a seguir vem a "paz", claro.

Os familiares de Trump, ao quererem ocupar com um resor turstico uma ilha protegida no litoral da Albânia, estão a provocar uam  aurtêntica revolução no velho país do Hosha de outros tempos. Sempre o cabeça de palha!!

Na Palestina o ditador israelita continua a deixar que os colonos ilegais matem palestinianos ( dizia o ministro da Segurança que deviam ser mortos uns 30 a 40 por dia); destroem as oliveiras que são um dos raros recursos que os pobres palestinianos ainda têm e ninguém faz nada. A Europa desapareceu, anda a volta com as revoltas dos seus públicos e não se mete em alhadas...





sábado, 17 de outubro de 2026

 

Mais uma reflexão sobre o nosso tempo...

Filósofos como José Gil dizem o que também eu, desde há muito, tenho dito e até escrevi em 2020 num  livrito "Ideologias": a História não se repete exactamente, mas  organiza-se sempre por ciclos muito parecidos. 

Estamos agora num novo ciclo de ascensão dos fascismos, que são a conclusão de processos extremos do liberalismo  capitalista.

 Depois da depressão do final da década de 20 e início dos anos 30 nasceram Mussolini,  Hitler, Franco, Salazar... Veio a seguir a Grande Guerra que acabou por repor a democracia em boa parte do mundo, com forças politicas conservadoras e da democracia cristã e a  social democracia a oferecerem as décadas de mais paz social e  desenvolvimento económico que o mundo já conheceu ! 

Agora temos os fascismos a crescerem um pouco por todo o mundo até no impensável, nos EUA . Trump é um aprendiz de ditador, fará tudo o que for possível para alterar as instituições democráticas, que até aqui têm resisitido  - veremos se em Novembro,  se perder o apoio nas eleições intercalares e deixar de  dominar as duas Câmaras,   se ele  não vem afirmar que houve ilegalidade e que as eleições foram fraudulentas - como já fez antes, quando perdeu.

A extrema direita tem crescido em grande número de países democráticos onde tal seria impensável há meia dúzia de anos, como na Holanda, na Suécia, em Itália... Até cá temos um provocador e populista mentiroso compulsivo  e facciosso  que tem beneficiado da comunicação social portuguesa  que lhe tem dado toda a publicidade.  E a gente pasma como consegue convencer tanta gente, gente que eu conheço, uns que antes até votavam no PCP ou eram militantes em partidos democráticos.

Este ciclo só vai abater quando Trump sair de cena, não tenho dúvidas disso - o seu papel na desorganização do mundo inteiro tem sido escandaloso e está a provocar a maior crise de hipocrisia a que já assistimos- própria do capitalismo mais odioso, onde tudo se compra e vende até a consciência das pessoas.

Dá para continuar...








Carta enviada ao PUBLICO e publicada a 12. Out. 026


 Não posso deixar de abordar  um dos lamentáveis aspectos da nossa actual vida social, que é um trabalho de quase escravatura.

É uma vergonha o que se está a passar com os  estrangeiros radicados no nosso  País, pois apezar de  já aqui viverem e terem aqui o seu trabalho, continuam a passar as "passas do Algarve" para recolherem nova autorização de residência.
Sobretudo  para os PALOP  e brasileiros, falantes da nossa língua e que tão indispensáveis  têm sido  - e continuarão a ser - para a nossa economia, devia haver um tratamento especial e não se compreende que tenham que passar noites inteiras dormindo na rua,  às portas da AIMA, o que não preocupa nada os populistas da nossa terra. 
Sempre  entendi que foi um erro acabar com  o SEF, e está á vista mais um resultado dessas medidas neoliberais de concentrar serviços e  reduzir o Estado para que o Estado ... seja melhor- pura falácia. 
O que se passa com os imigrantes, apesar de ser trabalho pago, é quase uma escravatura e devia envergonhar as autoridades. 

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

 Até que enfim...

Há um ror de tempo que não venho aqui. E entretanto tanta coisa ocorreu com interesse para deixar registado a ponto de até nem para mim ser bom! ...

Nunca registei aqui que a 17 de Abril fui homenageado com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Algarve, um galardão em que fui apadrinhado pelo Prof. João Guerreiro, filho de outro velho e saudoso amigo Prof. Gomes Guerreiro; e tive o anfiteatro cheio de  gente que veio de longe e tudo!! Nem posso esquecer que vieram o velho amigo Prof. Jorge Paiva de Coimbra, que detesta viajar e veio e foi no mesmo dia,  o Vieira e o Melo Ferreira  de Lisboa, o Nuno Lecoq de Èvora, o arqº Filipe Jorge (meu editor...) que veio e  foi de aviião - enfim um salão repleto de gente que nunca poderei esquecer. Mas... esqueci de anotar no blogue...

Tem sido um desespero - e isto fica  registado -  a continuação do Percurso Ecobotanico que criei  em Querença,  pois a mudança na Presidência da Câmara M. de Loulé veio deixar pendurado o apoio financeirto que aquele Município contractou com a Fundação de Querença. Não há dinheiro para  comprar uma nova planta e muito menos para concluir as obras do Jardim- e um Jardim Botânico  como este não pode parar...

Nem sei como conseguiram apoio para a homenagem  a Lídia Jorge!!

Foram uns meses de desespero, a fazer milagres, mas falta tanto - tão pouco!- para dar ao Percurso um  aspecto digno - hoje parece abandonado, nem digo seja a quem fôr  para o visitar.

E como estou mesmo a ficar velho, é a altura das homenagens, E a 7 de Setembro, Dia do Município  de Faro, até me deram a medalha da cidade, grau ouro!! 

Já tenho homenagens que chegam, agora é altura de parar. 

E agora no sábado dia 3, mais uma vez,  tive o prazer e a honra de voltar ao convívio dos militares da minha Companhia., a CCaç 2526 que esteve em Angola naquela terrível  guerra colonial.

Apezar da velhice ainda se juntaram em Ponte de Lima 20 militares, quase todos furrieis e 2 ou 3 soldados, um até que vem sempre dos Açores, o José Rebelo. Até o Saturnino veio da Madeira, mesmo tendo a esposa com problemas de saúde.

  Grande azar foi  o Dâmaso, o único oficial, dos 4 alferes  da  Companhia, que está vivo, e que veio dos Açores para estar presente no convívio -  trouxe a esposa, Eduarda, que está gravemente afectada  e,   pouco habituado  ás estradas do continente, não conseguiu dar com a estrada para Ponte de Lima ( não se percebe bem porquê...). A Eduarda começou com sintomas  graves e ele teve de desisitir e não apareceu. 

Depois de Ponte de Lima ainda passei com a Conceição uma noite na Pousada da Caniçada, no Gerês,  e fomos depois ficar à Figueira, só para reencontrar um amigo que já não via há uns 50 anos, o António Menando, escritor, poeta, pintor, com a vida dividida entre a Figueira e Macau. Tem uma casa excelente em Buarcos, no alto da vila, com uma soberba vista sobre a Figueira e a costa. A casa é um museu, alem de ser enorme no último andar do prédio, está pejada de  obras de arte, chinesa e oriental em geral,  pinturas, mobiliário, etc. Foi um belo reencontro, fomos amigos de juventude e somos os únicos vivos do grupo do nosso tempo ( do Abel, talvez ainda vivo, não se sabe nada).

E pronto, meti a escrita em dia!!







quinta-feira, 23 de julho de 2026

 Mais um que desaparece - Luis Represas

Há sempre gente a deixar-nos, pessoas de que ouvimos falar anos a fio, que vimos e ouvimos nas rádios e Tv, mas não se regista, dentro de nós, a maior parte.

Mas desta vez é diferente - morreu Luis Represas.Ficam grandes memórias do que ele fez e sobretudo das suas músicas, TIMOR ficou como um  hino pela libertação daquele pequeno País onde se fala português.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

 Já tenho escrito que os homens de hoje -apesar de toda a fantástica caminhada  das suas capacidades  técnicas e de investigação, dominando o planeta e aventurando-se no Cosmos- continuam no fundo  os mesmos seres primitivos que guerreiam  uns com os outros pelas causas mais injustificáveis.

Nestes meados do século XXI existem guerras em diversas regiões do mundo  por meras causas de poder e domínio, e este mundo manifesta-se incapaz de matar a fome e a sede a milhões de outros seres humanos que vivem em regiões de guerra permanente -além de sofrerem as consequências  das nefastas alterações do clima que a acção humana agrava constantemente.

Se nos dissesem aqui há uns 20 anos que os EUA iam tornar-se numa potência nefasta, que põe em risco diariamentre a civilização democrática de que foram pioneiros e pela qual lutaram em guerras sucessivas,  não acreditávamos - mas está a acontecer!

O fenómeno Trump é o mais inacreditável exemplo das loucuras deste século que devia voltar a ser um século das luzes e, afinal, é um tempo de trevas. O que aquele despudorado Presidente norte americano tem andado a fazer pelo mundo, mostra bem os riscos a que estamos votados se não soubermos defender as nossas democracias. 

É evidente que foi o sionista fascista judeu que lidera Israel quem o convenceu a  meter-se nesta incrível guerra com o Irão, que resultou exactamente no oposto do que era pretendio: acabar com o regime odioso que opera na velha Pérsia, pôr fim à politica de desenvolvimento  do programa nuclear e acabar com os grupos terroristas que afectam o Médio  e o Próximo Oriente.

Nesta altura toda a economia mundial começa a sentir os resultados desta guerra com o Irão, e o estrangulamento do Estrteito de Ormuz por onde passa uma percentagem elevada de combustíveis  e não só, também de fertilizantes e cereais,  surge como uma tragédia sem fim à vista.

Ao liquidar os cabeças do regime, em vez de o fazerem sossobrar, deu azo à subida ao Poder dos mais radicais, que continuam   a enforcar pessoas todas as semanas. Quando eu andei pelo Irão, há uma dezena de anos,  embora houvesse repressão já havia, a pouco e pouco, alguma complacência com, por exemplo, as mulheres que, muitas delas,  já se arriscavam a não usarem o cabelo todo coberto - a guia que nos acompanhava era disso um exemplo. Hoje está  toda a repressão ferozmente aumentada.

E agora o estúpido do Trump - já se fala em que terá um início de doença mental -  não consegue safar-se da guerra.

Por outro lado os judeus fascistas continuam a destruir  quer Gaza quer já a Cisjordânia, já ocupam boa parte do Líbano e continuam a bombardear  Beirute. Se a guerra acabar já se sabe que o Netanahyu  tem de fugir para os braços dos EUA para não ser preso e julgado em Israel.

Cá está o antisemitismo, os judeus continuam historicamente a criar problemas e a serem renegados - mas há milhares de jdeus que não têm culpa nenhuma. Os nazis deram cabo de mais de 6 milhões de judeus, mas não foram todos os alemães - mas  ainda hoje todos pagam   e trazem o peso da consciência que os inibe de acusarem Israel.