quinta-feira, 23 de julho de 2026

 Mais um que desaparece - Luis Represas

Há sempre gente a deixar-nos, pessoas de que ouvimos falar anos a fio, que vimos e ouvimos nas rádios e Tv, mas não se regista, dentro de nós, a maior parte.

Mas desta vez é diferente - morreu Luis Represas.Ficam grandes memórias do que ele fez e sobretudo das suas músicas, TIMOR ficou como um  hino pela libertação daquele pequeno País onde se fala português.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

 Já tenho escrito que os homens de hoje -apesar de toda a fantástica caminhada  das suas capacidades  técnicas e de investigação, dominando o planeta e aventurando-se no Cosmos- continuam no fundo  os mesmos seres primitivos que guerreiam  uns com os outros pelas causas mais injustificáveis.

Nestes meados do século XXI existem guerras em diversas regiões do mundo  por meras causas de poder e domínio, e este mundo manifesta-se incapaz de matar a fome e a sede a milhões de outros seres humanos que vivem em regiões de guerra permanente -além de sofrerem as consequências  das nefastas alterações do clima que a acção humana agrava constantemente.

Se nos dissesem aqui há uns 20 anos que os EUA iam tornar-se numa potência nefasta, que põe em risco diariamentre a civilização democrática de que foram pioneiros e pela qual lutaram em guerras sucessivas,  não acreditávamos - mas está a acontecer!

O fenómeno Trump é o mais inacreditável exemplo das loucuras deste século que devia voltar a ser um século das luzes e, afinal, é um tempo de trevas. O que aquele despudorado Presidente norte americano tem andado a fazer pelo mundo, mostra bem os riscos a que estamos votados se não soubermos defender as nossas democracias. 

É evidente que foi o sionista fascista judeu que lidera Israel quem o convenceu a  meter-se nesta incrível guerra com o Irão, que resultou exactamente no oposto do que era pretendio: acabar com o regime odioso que opera na velha Pérsia, pôr fim à politica de desenvolvimento  do programa nuclear e acabar com os grupos terroristas que afectam o Médio  e o Próximo Oriente.

Nesta altura toda a economia mundial começa a sentir os resultados desta guerra com o Irão, e o estrangulamento do Estrteito de Ormuz por onde passa uma percentagem elevada de combustíveis  e não só, também de fertilizantes e cereais,  surge como uma tragédia sem fim à vista.

Ao liquidar os cabeças do regime, em vez de o fazerem sossobrar, deu azo à subida ao Poder dos mais radicais, que continuam   a enforcar pessoas todas as semanas. Quando eu andei pelo Irão, há uma dezena de anos,  embora houvesse repressão já havia, a pouco e pouco, alguma complacência com, por exemplo, as mulheres que, muitas delas,  já se arriscavam a não usarem o cabelo todo coberto - a guia que nos acompanhava era disso um exemplo. Hoje está  toda a repressão ferozmente aumentada.

E agora o estúpido do Trump - já se fala em que terá um início de doença mental -  não consegue safar-se da guerra.

Por outro lado os judeus fascistas continuam a destruir  quer Gaza quer já a Cisjordânia, já ocupam boa parte do Líbano e continuam a bombardear  Beirute. Se a guerra acabar já se sabe que o Netanahyu  tem de fugir para os braços dos EUA para não ser preso e julgado em Israel.

Cá está o antisemitismo, os judeus continuam historicamente a criar problemas e a serem renegados - mas há milhares de jdeus que não têm culpa nenhuma. Os nazis deram cabo de mais de 6 milhões de judeus, mas não foram todos os alemães - mas  ainda hoje todos pagam   e trazem o peso da consciência que os inibe de acusarem Israel.








terça-feira, 14 de julho de 2026

1 - Quanto ao relatório da Greenpeace sobre os riscos de incêndio: todos os motivos apontados são evidentes, mas continua a faltar um que é essencial : falta uma Autoridade Florestal Nacional, como eram os Serviços Florestais. É que havia nesse tempo uma quadrícula,  cobrindo  todo o território, de casas e postos de guardas florestais que fiscalizavam e limpavam a área florestal todo o ano, não apenas na época dos fogos. Hoje com as tecnologias de que se dispõe, certamente essa quadrícula utilizaria muito menos  guardas florestais. Eu fui Administrador Florestal e todos os inícios de fogo que ocorriam eram sempre atempadamente vistos por algum guarda florestal e  apagasdos - os guardas   eram o primeiro escalão de técnicos florestais, mas porque se chamavam "guardas" houve dois ministros super inteligentes, um da Agricultura que me falta o nome e outro da Administração Interna, António Costa, que num  rasgo de modernização do Estado mandaram os guardas florestais para a GNR. 
A área florestal e de matos (estes  são fundamentais para a Biodiversidade) mesmo  sendo maioritariamente privada, constitui um recurso nacional e o Estado tem obrigação de a vigiar e proteger.
Em tempos existiu o Fundo de Fomento Florestal, (também extinto...) que utilizava fundos europeus, que continuam a existir, e que arborizava os terrenos privados, mediante contrato com os proprietários- que falta faz hoje!| Temos milhares de hectares de encostas e de serras inteiras  que foram pasto de fogo nas últimas décadas e estão abandonadas; o pouco mato rasteiro de muitas delas  não suporta o solo depois das chuvas e todos  os anos  são milhões de toneladas de solos que vão parar às ribeiras e depois às albufeiras das barragens. Ninguém fala nisto nem quer saber.
Quantos países, com a percentagem de  área arborizavel que nós temos, não possui uma Autoridade Florestal Nacionbal ? O desmembramento da política do sector agro-floestal ( como é  possível?) e da política  ambiental ( em que o Ordenamento do Território passou para  outro Ministério onde se fazem as negociatas com as Autarquias e as grandes Empresas...) é considerada um acto de mocernização do Estado...  Vê-se todos os anos nos milhões gastos na Protecção Civil e nos meios aéreos privados que combatem os fogos rurais... Há sempre alguém que lucra.