Até que enfim...
Há um ror de tempo que não venho aqui. E entretanto tanta coisa ocorreu com interesse para deixar registado a ponto de até nem para mim ser bom! ...
Nunca registei aqui que a 17 de Abril fui homenageado com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Algarve, um galardão em que fui apadrinhado pelo Prof. João Guerreiro, filho de outro velho e saudoso amigo Prof. Gomes Guerreiro; e tive o anfiteatro cheio de gente que veio de longe e tudo!! Nem posso esquecer que vieram o velho amigo Prof. Jorge Paiva de Coimbra, que detesta viajar e veio e foi no mesmo dia, o Vieira e o Melo Ferreira de Lisboa, o Nuno Lecoq de Èvora, o arqº Filipe Jorge (meu editor...) que veio e foi de aviião - enfim um salão repleto de gente que nunca poderei esquecer. Mas... esqueci de anotar no blogue...
Tem sido um desespero - e isto fica registado - a continuação do Percurso Ecobotanico que criei em Querença, pois a mudança na Presidência da Câmara M. de Loulé veio deixar pendurado o apoio financeirto que aquele Município contractou com a Fundação de Querença. Não há dinheiro para comprar uma nova planta e muito menos para concluir as obras do Jardim- e um Jardim Botânico como este não pode parar...
Nem sei como conseguiram apoio para a homenagem a Lídia Jorge!!
Foram uns meses de desespero, a fazer milagres, mas falta tanto - tão pouco!- para dar ao Percurso um aspecto digno - hoje parece abandonado, nem digo seja a quem fôr para o visitar.
E como estou mesmo a ficar velho, é a altura das homenagens, E a 7 de Setembro, Dia do Município de Faro, até me deram a medalha da cidade, grau ouro!!
Já tenho homenagens que chegam, agora é altura de parar.
E agora no sábado dia 3, mais uma vez, tive o prazer e a honra de voltar ao convívio dos militares da minha Companhia., a CCaç 2526 que esteve em Angola naquela terrível guerra colonial.
Apezar da velhice ainda se juntaram em Ponte de Lima 20 militares, quase todos furrieis e 2 ou 3 soldados, um até que vem sempre dos Açores, o José Rebelo. Até o Saturnino veio da Madeira, mesmo tendo a esposa com problemas de saúde.
Grande azar foi o Dâmaso, o único oficial, dos 4 alferes da Companhia, que está vivo, e que veio dos Açores para estar presente no convívio - trouxe a esposa, Eduarda, que está gravemente afectada e, pouco habituado ás estradas do continente, não conseguiu dar com a estrada para Ponte de Lima ( não se percebe bem porquê...). A Eduarda começou com sintomas graves e ele teve de desisitir e não apareceu.
Depois de Ponte de Lima ainda passei com a Conceição uma noite na Pousada da Caniçada, no Gerês, e fomos depois ficar à Figueira, só para reencontrar um amigo que já não via há uns 50 anos, o António Menando, escritor, poeta, pintor, com a vida dividida entre a Figueira e Macau. Tem uma casa excelente em Buarcos, no alto da vila, com uma soberba vista sobre a Figueira e a costa. A casa é um museu, alem de ser enorme no último andar do prédio, está pejada de obras de arte, chinesa e oriental em geral, pinturas, mobiliário, etc. Foi um belo reencontro, fomos amigos de juventude e somos os únicos vivos do grupo do nosso tempo ( do Abel, talvez ainda vivo, não se sabe nada).
E pronto, meti a escrita em dia!!