sábado, 7 de abril de 2018

A espuma dos dias

 1- Ainda a politica florestal e os incêndios - Da Comissão Técnica Independente (CTI) que tratou dos incêndios florestais, entre outras afirmações, realço  que "os incêndios ou são atacados logo no início ou é muito difícil suprimi-los"- mas então  qualquer técnico florestal medianamente qualificado não sabe isto desde sempre ? Quem pelos vistos não conhece são os políticos que desmantelaram a estrutura de prevenção e gestão florestal e continuam a mandar cá para fora leis e mais leis sem irem à raiz do problema. Segundo o Publico, refere ainda o Presidente da CTI,  que de resto me merece a maior consideração,  como conclusões dos relatórios, tres questões : ausência de prevenção estrutural contra incêndios, por falta de estratégia nas últimas décadas- pergunto eu, a quem devia caber esta estratégia, apenas à GNR ou aos Bombeiros?- para compensar o abandono do mundo rural e de medidas para a gestão da floresta ...( lembraram-se de perguntar ao actual Ministro Capoula Santos porque desmantelou o Corpo de Guardas Florestais ? E conclui que "O problema, que resulta da inexistência de uma cultura de afirmação da importância da floresta e, nos últimos anos, do alheamento das políticas públicas destas realidades, não estará resolvido a curto prazo". Pois não estará, nem a curto nem a médio prazo.
Dêem as voltas que derem à legislação e injectem o dinheiro que quiserem, inventem palavrões e estruturas para fingir que se sabe muito destas coisas ( faixas de gestão de combustível,  uma Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Florestais, etc) - um Ministro que tem responsabilidades desde há décadas na política seguida, copiada pela direita no anterior Governo e continuada neste, não dará nunca a mão à palmatória.

2- O PSD e  a Função Pública - O PSD sempre defendeu o menor Estado para ter um melhor Estado. Vem agora dizer que até apoia as propostas da " extrema esquerda" para aumento dos funcionários públicos e JÁ! Já, mas com algumas nuances : reforma do Estado e redução do número de funcionários. Cá está, a reforma do Estado para o PSD e toda a direita é reduzir o Estado e entregar ao sector privado muitas das tarefas que agora  são públicas. Esta é a reforma do Estado que o PSD, e certamente também o  CDS, quer fazer.
O sector privado funciona muito melhor que o sector publico não é assim que afirmam? Claro, estamos muito melhores com a EDP privada e na mão do Estado chinês do que quando era portuguesa, os CTT estão agora muito melhores do que quando eram públicos, a ANA que não pára de aumentar as taxas dos aeroportos , está muito melhor que antes; as bermas e taludes das estradas que eram limpos pelas equipas de cantoneiros, agora que parecem bermas das picadas de África estão muito melhores; as ribeiras e linhas de  água que eram mandadas limpar pelos guarda-rios, agora estão ao abandono e por isso...muito melhores; e por aí adiante.

3 -Lula da Silva -Certamente que o popular ex-Presidente tem culpas no cartório, terá ficado deslumbrado com o Poder ( acontece a muito boa gente...) mas foi julgado com provas circunstanciais e não com provas ou corpo de delito; o crime de que mais se fala é um  apartamento de que nunca foi apresentada prova ser seu. O Procurador terá afirmado de que não tinha provas mas tinha a sua convicção - isto é que é justiça !! A anterior Presidente Dilma foi destituída não por corrupção, nunca a acusaram disso, mas por ter feito mau uso do Orçamento do Estado (meio mundo faz o mesmo em quase todos os países...), E quem a destitui -  60% dos deputados que votaram a destituição estão implicados em casos de corrupção. Contra o  actual Presidente Temer há provas, incluindo registo de conversas, que o implicam em actos de corrupção, mas nem sequer o ameaçam de destituição...
Se não fosse Lula da Silva estar à frente nas sondagens para Presidente do Brasil e talvez não dessem tanta importância aos "crimes" de que é acusado. Que justiça é esta  !!




quinta-feira, 5 de abril de 2018

Uma nova guerra fria
Esta questão do eventual atentado contra a vida do antigo espião e da filha, perpetrado em Londres, está muito mal contado e ainda vai dar muito que falar. 
Por mim acho que a atitude prudente do Governo português, nesta matéria, justifica-se perfeitamente, pois a  quase histeria que deu a tantos países ocidentais só porque havia a suspeita de que tinham sido os russos a organizar o "complot",  não parece aceitável assim  sem quaisquer dúvidas. Já tivemos a guerra do Iraque, onde  os EUA e a Grã Bretanha afirmavam a pés juntos que se estava perante um odioso caso de uso de armas químicas pelo ditador iraquiano e veio a provar-se mais tarde que tudo não passou dum conjunto de mentiras alicerçadas de forma inteligente para convencer os aliados e, no fim, dar força aos EUA e aos seus apetites de petróleo... E , claro, a pressa que Durão Barroso teve em alinhar com a euforia aliada devia ter ficado na memória dos PSD de cá para  refrearem  agora a sua excitação belicosa e terem outro comportamento.
Não quero com isto dizer que  ilibo o regime de Putin de ser capaz de fazer atentados deste calibre  - claro que é capaz de fazer isto e muito mais e estar-se borrifando para as consequências. Mas não se vêem as vantagens que poderia ter nesta altura em proceder assim com o Ocidente, quando a economia russa está periclitante.
Para já o Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico está apanhado numa descarada mentira e o Laboratório independente  não pode confirmar que a droga tenha vindo mesmo da Rússia ; por outro lado este assunto caiu que nem ginjas  para a Primeira Ministra britânica, que está em apuros e com esta trapalhada arranja motivos para desviar as atenções do povo  do Reino Unido. A mim tudo isto me cheira a esturro. 
E Portugal poupou os inconvenientes de cortar relações com a Rússia sem haver uma certeza, uma garantia, de que o crime foi mesmo da autoria dos russos, SE vier a provar-se que os russos são os autores, então sim, Portugal não poderá deixar de tomar outra atitude diplomática, Até lá a prudência também é uma arma diplomática.

terça-feira, 3 de abril de 2018

A hipocrisia das nossas democracias
e o confronto Castela - Catalunha

A farsa trágica em que se  está a transformar a tentativa de independência da Catalunha, dá bem a noção da hipocrisia que domina nas nossas democracias europeias, para falar só do nosso continente.
Eu insisto - e desenvolvi anteriormente -  que a Espanha é uma invenção de Castela, uma forma de oprimir outros povos peninsulares  com a miragem duma legalidade e duma integridade de um país que à força arrebanhou os outros povos vizinhos.
Já mais que uma vez neste espaço  eu denunciei  a falta de respeito pela vontade dos catalães e a falta de solidariedade europeia e portuguesa pelo povo catalão, a quem é negado o direito que nós, portugueses, reclamámos para nós e pelo qual lutámos durante séculos; apenas fomos mais afortunados que catalães e bascos que sonham com o  mesmo objectivo.
Podemos considerar que os independentistas não actuaram da melhor forma neste processo,  mas o Governo dos castelhanos de Madrid  ultrapassou todos os limites que devem nortear o exercício da política em democracia. 
A prisão sucessiva dos lideres catalães e a sua perseguição através da Europa são uma vergonha e são também o sinal do caminho resvalante em que assenta o exercício do Poder em muitos países da Europa. Alguns países, como a Bélgica, ainda dão a saber ao mundo que não alinham nos actos persecutórios de políticos por razões de liberdade de expressão e de opinião; mas já a Alemanha  dá sinal contrário, veremos o que vai fazer no final do processo de prisão do Presidente eleito da Catalunha.
Em Portugal poucas são as vozes  que se levantam na comunicação social  contra a situação que Castela está a promover. A hipocrisia ou a indiferença campeiam entre nós, Mas há algumas vozes...
Há dias no Publico Manuel Loff começava um extenso texto com estas palavras "O Estado espanhol passou todas as marcas na sua campanha punitiva do independentismo catalão."
Um Manifesto a favor da liberdade dos presos políticos saíu ,pelo menos que eu saiba, no jornal Publico.
 E Miguel Esteves Cardoso que já anteriormente se manifestara abertamente contra a atitude castelhana, escreveu na sua coluna habitual também  no Publico e intitulada "A nossa vergonha" :" Querer que a Catalunha seja independente não pode ser, por definição,  uma traição à Espanha. Os independentistas só podem trair o país que consideram ser o deles : a Catalunha" e termina "...é uma vergonha europeia e uma vergonha portuguesa. É também uma hipocrisia flagrante.".
Se Madrid não entrar por um processo de revisão da Constituição que preveja o caminho do Estado Federal, ninguém pode garantir que a "Espanha" não venha com o tempo a transformar-se num barril de pólvora, com os seus povos a quererem sacudir  a pata castelhana, a bem ou a mal.
Para já a democracia musculada , que já existe em vários países  que até há poucos anos eram democracias aceitáveis, está a expandir-se  lenta mas inegavelmente - e já chegou a Castela.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Espanha  ? Antes Castela e Catalunha!!
Para mim a Espanha não existe como nação, a Espanha é uma ficção,  uma invenção  de Castela para dominar a Península Ibérica, que era habitada por uma infinidade de etnias, cujas  designações variam com a origem historiográfica que as elenca, como celtas, íberos, celtíberos, lusitanos, turdetanos, astures, galegos, indigetas, sordones, lacetanos, etc.
Quando Roma estabeleceu a sua província da Hispania, achou-a constituída por todas essas etnias. Não era uma nação, era uma região habitada por muitos povos. Com o tempo os povos peninsulares acabaram por se concentrar em algumas comunidades mais coesas, com linguajar próprio, cultura identitária e acumulando tradições seculares, 
No litoral fixaram-se os bascos, os galegos, os lusitanos, os andaluzes e os catalães, ficando os castelhanos a ocupar o centro da Meseta.  Estes, com poucos recursos e sem saída parta o mar, tornaram-se guerreiros, única forma de subsistirem, o que historicamente é comum a  muitos povos conquistadores a quem faltava espaço vital para evoluírem
Castela soube tirar partido de ter de ser atravessada pelos outros povos que entre si quisessem comunicar sem ser pelo mar, criando -se rotas comerciais e guerreiras de fácil acesso ; e através dos casamentos reais entre os titulares dos diversos Reinos que se constituíram, foi cimentando a sua hegemonia, Os Portugueses cedo conseguiram a sua independência que mantiveram  graças a uma vigilância permanente e a várias  guerras  contra a invasão e a ocupação . Os catalães também sempre o tentaram, até em 1640.  Chegaram ser um reino poderoso que governou até na Sicília, criaram a sua republica nos anos 40 que foi esmagada por Franco e este, se a Alemanha tivesse ganho a 2ª Grande Guerra, não deixaria de se voltar também para Portugal .
O que estamos a assistir agora é mais uma vez Castela, com a sua ferocidade e a sua hipócrita ideia de democracia desde que seja a " sua democracia" a espezinhar e a humilhar a Catalunha e os catalães.
Um juiz , por trás do qual se escondem Raroy  e os políticos castelhanos, comanda hoje  toda a política catalã - uma vergonha ; e encontrou noutro país de "excelente polícia colaborante", a Alemanha, o parceiro ideal para fazer aquilo que por exemplo a Bélgica não faria : prender Puigdemon. Castela volta a encher as prisões com presos políticos que não praticaram violência nem distúrbios públicos, que não praticaram nenhum crime de lesa-pátria porque a pátria deles é a Catalunha, anexada à força por Castela em nome da figura histórica  de Espanha.
O sacrifício dos catalães não será em vão; é apenas mais uma  questão de tempo, demore o tempo que demorar.
E relembro mais uma vez  que na Constituição Portuguesa que está em vigor se diz expressamente que Portugal reconhece o direito à autodeterminação e independência de todos os povos e o direito à insurreição contra todos os abusos de poder sobre os povos. E então o que está acontecer na Catalunha não é um legítimo acto de insurreição de um povo que quer ser independente ? A hipocrisia política não tem limites !!

domingo, 25 de março de 2018

Ilídio Alves de Araújo


Ontem 24 de Março, a Câmara Municipal de Celorico de Basto levou a feito no seu Salão Nobre uma sessão de homenagem ao meu Mestre e Amigo Ilídio Alves de Araújo, que faleceu no dia 15 de Janeiro de 2015 , um dos mais ilustres filhos daquele Concelho, natural de lugar de Pedroso, em pleno Planalto da Lameira que ele tanto amava e a cuja vivência  se  manteve fiel até ao fim dos seus dias.
Mantive com ele uma longa e frutuosa amizade, sempre que eu ia ao Porto pelo menos uma manhã era destinada a conversarmos no seu atelier que nos últimos anos virara apenas gabinete de História.
Tive ocasião, ontem de voltar a recordar em breves palavras o grande homem do saber que foi Ilídio de Araújo, e estiveram presentes a viúva,  dois irmãos e uma irmã, os filhos e netos, e uma plateia cheia de gente que o quis recordar. Também falou a Teresa Andresen, igualmente devotada admiradora daquele notável Arquitecto Paisagista que pertenceu à geração dos primeiros grandes licenciados na "arte e ciência de ordenar o espaço em relação ao homem"  como ensinava o Prof. Caldeira Cabral, e de que ainda resta vivo o Gonçalo Ribeiro Telles.
Eu estive com o Ilídio pouco mais de uma semana antes de ele falecer, e parecia aparentemente que estava como eu já o encontrara outras vezes antes, com a doença a corroê-lo por dentro sem quase sinais visíveis que a detectassem - mas ambos sabíamos que não era assim. Vestido com um pequeno " robe de chambre", seco mas com as feições tranquilas,  já com as mãos envoltas em ligaduras, batendo com dificuldade nas teclas do computador, ainda me mostrou alguns textos dos que estavam gravados num CD reunindo mais de 800 páginas, que me entregou. Bebemos um cálice de um bom vinho do Porto, e comemos uns bolinhos caseiros que a Dª.Cândida,  a esposa, nos trouxe e despedimos-nos com um longo abraço, sem uma palavra, sabíamos que era o último ; veio até à porta e essa é a última imagem que guardo dele enquanto eu descia as escadas ; acenando com a mão, sem um esgare que manifestasse emoções.
Disseram-me os filhos que nessa semana seguinte ele desistiu de lutar, psicologicamente entenda-se, deu entrada no hospital e já não voltou vivo de lá. Isto fica para memória futura. Como disse o Prof. Pedro Ferré da Universidade do Algarve, o Ilídio era uma verdadeiro Príncipe do Renascimento!

quarta-feira, 21 de março de 2018

A espuma dos dias

Estive ausente duas semanas, o que permitiu um certo distanciamento temporário face às questões e questiúnculas da nossa terrinha, e suspendeu as notas deste blogue. Vou retomar a focar alguns casos que saltaram para a primeira linha das novidades.
1- A seca, as chuvas, os incêndios e a floresta- Nestas duas semanas em que estive ausente as chuvas caíram com alguma abundância, o que para já afasta o espectro da seca que traria o caos ao país; mas não ficou nada resolvido em definitivo. Tal como alguns disseram será preciso que haja uns 2 a 3 meses de chuvas abundantes para que os aquíferos e as albufeiras voltem a uma situação de desafogo ; é possível que em Abril e até em Maio ainda venham a ocorrer precipitações com algum significado. Mas veremos se o Ministério da Agricultura ( e teoricamente das Florestas) e o do Ambiente aprenderam a lição à custa de um valente susto; quanto aos incêndios florestais  se o próximo Verão voltar a ser, como as previsões climáticas têm indicado, de altas temperaturas e baixos índices de humidade atmosférica, o risco dos fogos vai manter-se.  Se existisse uma Autoridade Florestal Nacional com a sua estrutura implantada no território que garantisse ao longo do ano a vigilância e assegurasse junto dos proprietários a limpeza adequada dos matos e matas, o risco seria consideravelmente menor. O relatório da Comissão Técnica acabado de entregar parece (parece, pelo menos) apontar nesse sentido. Mas o desmantelamento dos Serviços Florestais  efectuado pelo PS, hoje de novo no Governo, e assumindo  como sua a continuação da política que foi apanágio de Assunção Cristas no anterior Governo, não deixa antever que este PS de hoje faça diferente. O futuro dirá...

2 - A demissão do Secretário Geral do PSD - Porque é que esta gente da política quer ser doutor ou engenheiro à força? Não lhes basta ser o que são se forem dignos e decentes ? Já começa a ser assunto corrente esta dos políticos "adquirirem" títulos universitários. Neste caso, mais uma vez, ter a lata de vir desculpar-se dizendo  que nunca tirou proveito de ser convidado para professor nos EUA, dá para comentar :  então para que colocou esse cargo no currículo !? Ainda por cima querem fazer de nós parvos...

3 - Grandeza e elevação - O Presidente da Republica veio dizer no seu discurso na gala do desporto, que é necessário grandeza e elevação no desporto em geral e no futebol em especial. De boas palavras está  o futebol tão cheio como o inferno de boas intenções.
Se querem devolver alguma decência ao futebol - não sei como é que isso se consegue  mas  comecem  por mandar para a reforma as direcções pelo menos dos tres principais clubes de futebol, que são os primeiros responsáveis pela crispação, baixo nível  e falta de decência que hoje lavram no chamado desporto - rei. Com esta categoria de dirigentes, todos eles sem excepção, não há volta a dar ao primeiro escalão do futebol português, um campo minado de negócios mais ou menos escuros de que nunca se chega a saber a verdade. 


4 - As redes sociais - Está agora a levantar-se  grande celeuma com as peripécias do facebook e só estranho que tenha tardado tanto a surgirem. Quem não pertence ás redes sociais não existe, e eu que não uso nem o facebook nem o twiter não existo... Para mim uma sociedade civilizada tem de regular-se por regras, e a comunicação social tem regras, as quais quando são violadas possibilitam o recurso à justiça.
A mim tanto se me dá que me ataquem, ofendam ou elogiem nas redes sociais que eu não tomo conhecimento disso, se quiserem dizer-me alguma coisa façam-no pelos meios da comunicação social escrita ou audiovisual. O escândalo do facebook agora revelado é apenas mais um sinal do icebergue  que anda por aí à deriva, até que as sociedades se disponham a regular definitiva e eficazmente a internet.

domingo, 4 de março de 2018

Meteorologia Popular
O povo sabe provérbios e ditados que se baseiam em séculos de experiência de gerações sobre gerações. A Ciência ri-se desses ditos mas uma coisa é verdade, acertam muitas vezes-  e então em assuntos de meteorologia não se pode dizer que as previsões dos cientistas ( que de resto eu respeito muito e são objecto do meu estudo) sejam mais seguras.
O dia 2 de Fevereiro para além de ser o dia do Regicídio, é no Norte o dia da Srª das Candeias e aqui  no barrocal, para as senhoras velhinhas minhas vizinhas, dia de Stª Maria. E ensinavam isto : Sta Maria a sorrir ( dia de sol), está o Inverno para vir; Stª Maria a chorar ( dia de chuva) está o Inverno a acabar. Garanto que há mais de 20 anos que sigo este ditado e dá sempre, mas sempre, certo. Como eu gosto de colher as favas no tarde, dizia-me a minha vizinha e amiga Tia Inácia, que se esperava pelo dia 2 de Fevereiro e se a previsão fosse  "do Inverno estar para vir" então semeavam-se as favas. E bateu sempre certo.
Este ano, 2018 no dia 2 de Fevereiro esteve um belo dia de sol - e vejam a invernia que tem estado a acontecer !! Os meteorologistas não sabem explicar e por isso dizem que são coincidências - coincidências pelo menos há uns 20 anos que dão certo...