quinta-feira, 24 de abril de 2025

 País  governado por parvos

É preciso serem parvos ( do latim parvus que quer dizer pequeno) para os membros  do Governo não  festejarem o 25 de Abril por causa do funeral  do Papa Francisco, quando é certeza para quem  se inteirou dos  princípios  e das emoções de Francisco, que este mandaria que se festejasse um dia como este, da liberdade e da democracia.

Só os pequenos de consciência e de convicções é que podem ter decisões destas - e todos os membros do Governo, ao que parece, acatam e não participam nas comemorações festivas deste nosso grande DIA DE REDENÇÃO. 

Eles lá sabem porque se escondem atrás dum motivo destes para faltarem às festividades...

domingo, 13 de abril de 2025

 Factos horríveis

Não há escala do horrível quando  se trata de matar inocentes, mas o que está a acontecer no chamado mundo ocidental passa toda e qualquer graduação.

Putin, o filho d..  ... que o seu nome parece indiciar. acaba de mandar assassinar mais de 50 civis  ucranianos num bombardeamento  em Sumy, com bombas de fragmentação. Como é que isto é possível de continuar a suceder se não como sinal do desespero  deste fascista russo?! 

Como se isto não fosse já terrível de acontecer no Ocidente, eis que chega a notícia de outro filho da ..., que está á fe

rente de Israel ( dos pobres coitados judeus assassinados aos milhões no século passado...) que continua a matar civis palestinianos  com o apoio de outro  excremento humano chamado Trump que governa democraticamente os EUA, a maior potência mundial.

Foi preciso chegar a este século para confirmar que os grandes assassinos da Humanidade, ao longo dos  séculos, continuam a existir apesar da pseudo consciência que os homens, nomeadamente os ocidentais, terão  adquirido... 

E surgem outros, em todo o mundo e por cá, que hipocritamente não têm coragem para dizerem explicitamente o que propõem - são os pacifistas, que apregoam aos céus o castigo dos que fornecem armas para "estimular" a guerra em vez de se baterem pela paz. Deixem de fornecer armas e enriquecer os magnatas do armamento - é o que dizem os pacifistas, mas nunca explicitam os detalhes e nos detalhes é que se esconde o diabo.

Quanto à Ucrânia este apelo é manifestamente a prova do cinismo e da cobardia de não quererem dizer na verdade. aquilo que desejam: que se deixe de enviar armas para os ucranianos. Pois, se isso acontecesse, o filho d. ...  do novo czar russo esmagava a Ucrânia, ocupava o seu território como fez ao longo dos últimos séculos pelo mundo fora, e eis que se encontrava a paz. É o sonho dos pacifistas. 

Eu um dia destes ainda publico uma série de guerras e ocupações cometidas pelos russos enquanto nós, no século XX, gritávamos contra os EUA e a NATO.

Falam em mesa de negociação? É como o de Israel, conversar apenas serve para arranjar pretextos de continuar as chacinas.

Hoje estou mesmo mal educado, já sem paciência para continuar a assistir a tanta chacina: esses pacifistas que vão à ...  !!...























quarta-feira, 9 de abril de 2025

 As  declarações de Trump continuam a ser um chorrilho de asneiras, insuportáveis para todo o mundo. 

As últimas  palavras proferidas na reunião com apoiantes ultrapassam tudo quanto é possível admitir e pasma-se como tantos milhões de americanos encaram esta situação até com satisfação. O homem, se não ensandeceu, agrava cada dia o seu estado mental - e espera que o mundo lhe vá beijar o cu... 

Não há força nos EUA para o meter no manicómio ? Ele precisa não é de prisão, é de manicómio!!

Não vale a pena perder mais tempo com isto, foi só para ficar registado...

domingo, 6 de abril de 2025

 Nestes tempos...

Atravessamos tempos complexos, em que o lucro e a ganância impõem as suas regras - ou a falta de regras.

O neoliberalismo - que de neo não tem nada, é sempre o mesmo desde o século XIX quando a economia que propunha  passou a ser controlada pelas finanças - arrastou-nos para mais uma crise mundial, e arrastou-nos igualmente para mais um apogeu da extrema direita pro-fascista. 

Meteu-me asco aquela cena de Trump a dizer, arreganhando a boca num esgar de arrogância, que "agora comandamos o mundo" e " telefonam-nos de todos os países do mundo, pedem para falar connosco...". Claro que os pinguins e as focas da ilhotas da Antártida, que receberam um aumento das tarifas de produtos de exportação, não lhe vão telefonar... 

Quem é que foi poupado a estas tarifas? A Rússia onde Putin,  um fascista ainda pior,  se deve rir com tanta falta de vergonha do seu homólogo americano. Os nossos comunistasinhos do PCP lusitano devem estar eufóricos. o seu ídolo russo agora equiparado a outro símbolo da democracia que eles apreciam...

Foi também marcante a viagem do facínora  que governa Israel à Hungria de Orban. o indecoroso governante - cavalo de Tróia na UE -  felizes ambos  por desrespeitarem o Tribunal Internacional. Quem agora ataca Israel é logo apodado de apoiar o Hamas (um grupo terrorista do mais execrável que há neste mundo) - é a forma de tentar evitar que se critique  o genocídio que os judeus estão a cometer na Palestina_ e que só é possível por ter o apoio do Trump . 


E por cá... 

Não é novidade para ninguém a falta de vergonha do nosso primeiro ministro, com a trapalhada de encrencas en que se meteu - por mais que diga que a culpa da queda do Governo foi do PS ( e eu nem sequer estou a defender o PS)  - o executivo caiu porque ele apresentou no Parlamento uma moção de confiança de que estava avisado, desde  semanas atrás, que seria derrotada. Mesmo assim apresentou a moção,  porque não queria perder  a ocasião de, com esse estratagema (mas engana-se porque aquela falta de vergonha vai voltar ao de cima) parar as sucessivas e implacáveis cenas de descrédito.

Pois dizem agora algumas sondagens que em termos de seriedade ele está à frente de Pedro Nuno Santos  (que até agora não  foi acusado de qualquer falta de ética) ; ou os portugueses  continuam com aquela versão de "ele rouba mas faz obra" ou as sondagens são falseadas.  Tenho pouca confiança nas sondagens, não é difícil  para quem as executa, embora se diga sempre que a escolha dos interrogados é  aleatória,  fazer as chamadas para números já anteriormente usados ...

Triste tempo este, em que se está a desbaratar a democracia com tantos ataques à verdade e com recurso a tantas manobras partidárias.  Já são poucas as pessoas de mérito que se interessam em participar activamente na política,  porque se tem tratado de baixa politica.

Nesta época de crescimento das autocracias se não tivermos cuidado acabaremos com um regime de "salvação nacional" de que já conhecemos  o que quer dizer. 

A nossa sorte é  termos tido -  até agora...- o grupo folclórico dos "chegas" a quererem serem eles  limpar o país, porque estes é que correm o risco de virem a ser limpos - é uma fésada que eu tenho...





quinta-feira, 20 de março de 2025

 Carta ao director de PUBLICO,  18-'03-25

Um Museu de Salazar e do salazarismo

Volta a surgir a controvérsia sobre a criação de um museu dedicado ao ditador português e logicamente na sua terra natal.

É uma lacuna na cultura portuguesa não existir ainda um museu dedicado a um período tão significativo da nossa História que já tem suficiente distanciamento - 50 anos. 

 Para quem não me conhece posso garantir que não tenho a mínima simpatia ou afinidade com a ditadura sob a qual vivi contrariado uma boa parte da minha vida; mas até por isso entendo que deve ser dada informação histórica aos portugueses, sobretudo aos mais jovens que não viveram essa época nefasta, mas ouvem hoje relatos facciosos de alguns saudosistas e podem acreditar nessas louvaminhas.

Posso informar que existe em Gori.  na Geórgia, o Museu de Estaline, natural daquela pequena cidade; trata-se de uma instituição meramente histórica, sem nada de apologético, mas importante porque trata da vida duma personagem crucial da História Mundial do seculo XX. Até a pequena casa térrea onde ele nasceu está preservada. No final da visita entra-se numa sala onde se mostram fotografias de diversas atrocidades mandadas fazer pelo ditador soviético, sem comentários.

Em Portugal há a obrigação cultural e histórica de apresentar a vida de Salazar, na sua terra natal, sem apologia, porque um período tão longo da História de Portugal - quase 50 anos do século XX- não pode ser ignorado. São precisos historiadores idóneos, e Fernando Rosas será um deles certamente, para que o Museu de Salazar e do salazarismo fique como marco do nosso percurso   cultural e histórico do seculo XX.

Já agora, passa-se o mesmo com um Museu dos Descobrimentos, falta a coragem, a decisão e a sabedoria para colocar historicamente o nosso passado das navegações e do colonialismo que praticámos adequado á época em que as navegações tiveram lugar, fruto do nosso envolvimento com o Renascimento. Mas essa é outra estória."

quarta-feira, 19 de março de 2025

 Continuando

Progressivamente foi sendo entendido por um publico mais vasto que a Terra é um sistema e que se afectarmos drasticamente um elo do sistema os demais entram a funcionar mal - responsabilidade do qe se passa n globo é de todos , cada um de nós interferindo isoladamente ou em grupo. Planificar a economia faz cada vez mais sentido: a formação dum bloco como a União Europeia deverá ter como um dos principais  objectivo implementar um planeamento global, equilibrando a componente com que cada Estado membro pode contribuir.

Dois economistas com sentido ecológico, William Ramsey e Claude Anderson em 1974 proclamaram que a planificação deve desempenhar uma função fundamental na preservação do Ambiente para, dessa forma preventiva se compensarem as falhas do sistema de mercado livre.

Como os dois investigadores defendiam, a planificação da economia não  funciona se não for aplicada globalmente; de nada vale a uma nação a sua planificação isolada - por maior e mais decisiva que seja a sua intervenção no peso da economia global - porque aplicada a um só país fica desligado do que é processado nos outros países do continente ou do planeta .E aqueles autores deixam bem explicito: "O mundo que vamos ter dependerá  dos planos que fizermos agora. Se não formularmos nenhum, é muito possível que também não tenhamos mundo  nenhum".

Esta necessidade de uma economia de mercado social começa a fazer o seu caminho e, como sabemos, continua a ser contestada pelos liberalistas desde Friedman e a sua Escola de Chicago, que outras coisas não lhes interessam  senão o máximo lucro no menor tempo possível - a verdade é que estamos ciclicamente a caminhar nos mesmos sentidos que levam à convulsão social.

O presente tempo protagonizado por Trump e a camarilha que o rodeia com a suas cegueira fanática pelo negócio e pelo lucro, outra coisas não é senão o sentido extremo a que o liberalismo desenfreado nos leva. Perdem-se os valores civilizacionais que são universais mas que a Europa sempre (quase sempre...) cultivou, trocando-os por fortunas e poderio assumido selvaticamente sobre as comunidades menos poderosas e desse modo espezinhadas friamente.  

Retomando  as reflexões iniciais,  foi na década de setenta do século XX que surgiram as primeiras grandes reacções ao caminho de desastre anunciado que a economia de mercado livre, por um lado,  e a economia estatizada por outro, estavam a conduzir a vida do planeta.

Porque se a economia liberal era inimiga de uma gestão conscienciosa  dos recursos da Biosfera, a economia estatizada como a da China e da URSS estava a cavar ainda mais profundamente o desastre ecológico mundial.

O maior atentado ambiental perpetrado no século XX foi a destruição quase total do Mar de Aral pela URSS.

continuará...









terça-feira, 18 de março de 2025

 Continuando neste tempo...

O crescimento  económico continua baseado no mercado liberal desregulado e nas ideologias produtivistas que apenas vêem o lucro imediato ou a curto prazo e por isso constituem a maior ameaça ao respeito pelos limites do crescimento .

Desde há várias décadas, desde meados do século XX, que investigadores e pensadores de várias nacionalidades postulam as suas preocupações  com o futuro se o crescimento económico não for contido dentro dos limites que garantam a sustentabilidade da Biosfera e dos seus recursos.

Paul Samuelson, considerado o pai da economia moderna, foi um neokeinesiano e depois de várias obras emblemáticas escreveu "Economics," várias vezes reeditado e traduzido, denunciando os processos intensivos da indústria e do urbanismo, com evidentes más consequências para o Ambiente. Foi ele um dos defensores da ideia de que se deixasse de usar o PIB como medida do bem estar económico, pois ao valor do PIB deveria ser acrescentado o custo social e ambiental do produtivismo, criando então o conceito de PBL - Bem Estar Liquido. e avisava então :"o smog e a poluição do ar podem chegar a alterar o clima, a contaminação das águas provocada pelos despejos, os dejectos industriais, os fertilizantes e os detergentes, até o calor produzido pelas centrais termoeléctricas -  nucleares ou não- , tudo misso transformou a nossa herança terrestre num campo de desperdícios".

Repare-se como estes as se estão na verdade a verificar.

Não posso deixar de citar um curioso facto que se encaixa neste tipo de reflexões: na segunda vez que fui ao Butan, o icónico pequeno país dos Himalaias, o Rei determinou que no seu país não figurava o PIB mas sim o PFB - Produto da Felicidade Bruta do povo.

Em 1948 já a UICN, no âmbito da UNESCO, propunha a distinção entre preservação da Natureza e conservação das Natureza; preservar é uma função estática, museográfica, enquanto  conservar é gerir. Percebeu-se  que os ecossistemas e a biodiversidade não podem, simplesmente ser preservados, antes têm que ser-climácico.

Nos anos 60 do século XX James Lovelock  concebeu a teoria  de Gaia,  a Terra Mãe, como um ser vivo que se auto-regula se nós não interferirmos demasiado nos seus ciclos energéticos e climáticos: o clima auto-regula-se  e só a sociedade industrial o perturba- teoria polémica mas que generalizou os conceitos de conservação dos ecossistemas que hoje são aceites  como indiscutíveis. Indiscutíveis por quem não é serio intelectualmente  ou agente de negócios a qualquer preço.

Como divertimento pode lembrar-se a história do Astérix e do Obélix e do chefe da aldeia Abraracorcix, que tinha  muito medo que o céu lhe caísse em cabeça, mas dizia sempre : "hoje ainda não é a véspera desse dia", portanto vamos lá tratar da vidinha...


Vamos continuando nestas reflexões...