sábado, 3 de julho de 2021

 Governo e remodelação

Andam todos os comentadores a falar da remodelação do Governo, que "é inevitável", e apontam-se os ministros a derrubar como se um político  batido e autoritário como é António Costa fosse nas cantigas dos "mal dizentes"... Mas  salvo erro da minha parte não vi ainda apontar a necessidade de remodelar o Governo naquilo que deveria ser essencial, que é o futuro a médio e longo prazo do País como território sustentável e perene.  Agora é mais uma vez o Eduardo Cabrita, que se houvesse da parte do  Primeiro Ministro um pouco de respeito pela ética pública e pelo povo que ele diz servir ( e ainda o povo da esquerda!..) já teria saído há muito tempo - se não saiu nessa altura não vai ser agora. E apontam outros ministros do que dá mais para falar, daquilo do dia a dia  - ninguém se preocupa com as políticas de médio e longo prazo, aquelas que não  dão votos imediatos nem resultados *a vista desarmada" e são as políticas agrícola e florestal e a  ambiental, nesta incorporando como essenciais o ordenamento do território ( sem favores aos clientes...) e a Conservação. A orgânica do Governo e a sua dimensão deveriam ser drasticamente pensados para o longo prazo - mas é pedir muito, Costa nunca dá o braço a torcer e todos os anos, ano após anos, vemos os fogos florestais prosseguirem, vemos os eucaliptos a aumentar, vemos a inércia em relação a uma política de Conservação eficaz e realista, não vemos preparar a agricultura para as alterações climáticas que aí estão todos os meses a  mostrar o que valem - nada acontece no Governo português.

Só Miguel Sousa Tavares, no Expresso, tem apontado o dedo de forma veemente e acertiva a esses Ministérios e aos respectivos medíocres que os representam hoje. De resto vemos painéis de comentadores, lemos crónicas de outros comentadores encartados e todos se focam na espuma dos casos pequenos do dia a dia e a que A. Costa corresponde com um enfático encolher de ombros.





Sem comentários:

Enviar um comentário